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terça-feira, 6 de maio de 2014

Bibliotecas digitais - novos rumos para o património

Atenta aos desafios que se colocam aos profissionais da área da informação e da documentação, mas também nas humanidades e da investigação e protecção do património, a APBAD-Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas organiza no dia 12 de Maio um seminário intitulado «Bibliotecas digitais», com apoio da Biblioteca Nacional.
Este seminário tem por objectivo fornecer aos profissionais que trabalham nestas áreas e a todos os interessados as competências necessárias que lhes permitam "organizar, selecionar e distribuir a informação, conservando a integridade dos documentos, compreender as vantagens/desvantagens das bibliotecas digitais e as diversas tipologias que podemos encontrar nas mesmas"

Programa do seminário:
*Colecçoes digitais: Conceitos, definições e objectos
*Planeamento de colecções digitais
*Critérios de selecção dos fundos/documentos a digitalizar
*Projecto de digitalização
*Imagem digital
*Boas práticas em digitalização
*Preparação dos documentos a digitalizar
*Metadados
*Equipamentos de digitalização e suas características
*Organização de colecções de imagens digitalizadas
*Persistência e preservação

As oradoras são Dália Guerreiro e Isabel Roque e o programa completo pode ser consultado aqui.

Maria Conceição Toscano

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Informação e documentação / Património

Património bibliográfico - o valor material e de memória
Tenho desde há uns anos uma enorme vontade de conciliar duas paixões: os conhecimentos teóricos e práticos das ciências da informação e documentação, nomeadamente na área da biblioteconomia, devido à minha profissão e actual realização de pós-graduação; a aprendizagem proporcionada pelo Mestrado em Estudos do Património.
A denominada Sociedade da Informação modificou de modo relevante a forma de pensar e actuar dos profissionais dos serviços de informação, nomeadamente das bibliotecas. Mas, passar de uma era tradicionalmente marcada pela custódia de documentos para uma outra na qual tão despreocupadamente se encaram os livros e restante material à guarda destas instituições, não me parece razoável. Não sou pessoa de extremos, encaro os limites de uma perspectiva muito cautelosa.
Continuo a acreditar que podemos ser inovadores, seguir as novas tendências e continuar a proteger, acarinhar e acautelar o nosso património cultural dentro das bibliotecas, sem termos necessariamente de incorrer em antiquadas visões apenas historicistas. 
Possibilitar a informação e contribuir para a preservação de documentos, construindo verdadeiros acessos ao conhecimento possibilitado pelas novas tecnologias. Este pode ser um caminho para a concretização desta minha vontade:
Seminário da APBAD-Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas: «Bibliotecas digitais para as humanidades: Novos desafios e novas oportunidades»
“No final da ação os formandos deverão ser capazes de ter competências que lhes permitam organizar, selecionar e distribuir a informação, conservando a integridade dos documentos, compreender as vantagens/desvantagens das bibliotecas digitais e as diversas tipologias que podemos encontrar nas mesmas.”  (Comunicação do seminário)

Maria Conceição Toscano





domingo, 27 de maio de 2012

As bibliotecas escolares - Exposição do livro antigo, em Almada

A Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos da Escola Secundária Cacilhas-Tejo é uma instituição inserida na comunidade escolar e envolvente local que disponibiliza recursos documentais ao serviço da educação. Está situada numa das praças de Almada, numa zona onde ainda existem recordações industriais numa convivência de dinâmicas urbanas.

Uma das possibilidades de historiar percursos de dinâmicas na área educativa e igualmente a nossa vida cultural é perscrutarmos as mensagens contidas nos livros pertencentes aos seus fundos documentais e até recorrendo a exemplares vindos de algumas colecções particulares.

Os livros constituem repositórios de escrita particular e colectiva. Ao servir de veículo de transmissão do conhecimento num tempo actual e para as gerações vindouras, assumem um papel essencial na vida da comunidade. Estes documentos escritos à guarda de lugares de conhecimento e de educação, como as bibliotecas, servem de suporte para a fixação da nossa memória colectiva, adquirindo igualmente, no decurso do tempo e ao longo da história dos homens, um valor patrimonial intrínseco e inquestionável. Certos livros possuídos por particulares podem em complemento a esse valor de comunicação, quer científica, quer ficcional, adquirir uma carga extra de testemunhos de vivências particulares e de memória de uma época.

A exposição «O Livro Antigo na BECRE: Do final do século XIX à primeira metade do século XX» inaugura no próximo dia 28 de Maio, prolongando-se até 30 de Junho. O visitante terá a oportunidade de ver espécimes com algum valor e até raridade, muitos deles com uma carga de memória emotiva reunida ao longo das vidas dos seus proprietários.

Os livros com valor patrimonial escolhidos da colecção da BECRE foram reforçados com outros, objecto de empréstimo por parte de professores da própria escola e de um dirigente de uma associação local.

Aqui deixamos alguns exemplos de obras que podem ser apreciadas:

Edições facsimiladas de «O Príncipe Valente»; reedições de «O Mosquito» e «O Torpedo 1936»; «Chimie (Notation atomique)», de J. Langlebert (45ª ed, 1894); «Manual do destillador e licorista», do Editor Arnaldo Bordalo (1915); «Os crimes da formiga branca: confidencias viridicas e sensacionaes d'um Juiz de Investigação», folhetins com edição de J. Rocha Júnior (1914); exemplares da «Crónica feminina», «Ilustração Portugueza» e «Eva»; «A musa em férias (Idílios e sátiras)», de Guerra Junqueiro (3ª ed., 1896); «Le darwinisme», de Édouard Hartmann (5ª ed., 1894); «A organização cristã da família: Conferencias prègadas na Sé de Coimbra, no Advento de 1916», de José d'Almeida Correia (1917).

A presente iniciativa aqui divulgada, assim como outras anteriormente realizadas, resulta de um trabalho de equipa, numa dinâmica empenhada na valorização da missão de uma biblioteca escolar inserida numa comunidade, a nível territorial e escolar, com a qual tem estabelecido parcerias de trabalho em prol da formação dos seus alunos e público frequentador em geral.
 Pormenor de uma das áreas da exposição (alguns dos exemplares mais antigos e em estado de conservação mais delicado, com as respectivas fichas de catalogação do tratamento documental)

Conceição Toscano




quinta-feira, 24 de maio de 2012

As bibliotecas escolares e o património cultural

Nos dias de hoje, qual a importância e a abrangência do papel das bibliotecas escolares, como instituições construtoras de conhecimento e contribuindo para um enriquecimento do património cultural das populações?

Um  percurso  que  se  vai  construindo  todos os dias - da  memória  passada à  actual;  memórias e
conhecimentos essenciais à vida de uma comunidade.
As bibliotecas, como as conhecemos hoje, são  um espaço que detém  um poder de custódia  de um
património cultural específico - bibliográfico - assumindo funções de divulgação e guarda desse espólio, com fins educativos, de formação e de cultura.
A  sua  evolução ao  longo  dos  tempos  trouxe  ao  nosso  convívio tipos  diferentes  com  objectivos
aparentemente  diversos, mas  que fundamentalmente se  complementam a  partir de  estratégias  de
domínio territorial e de relacionamento a nível de utentes.
Hoje em dia, existe um leque variado de tipos de bibliotecas, cada um orientado para diferentes missões e actividades, orientadas por uma política optimizada de constituição e desenvolvimento de colecções.
Encontramos desde a Biblioteca Nacional, bibliotecas universitárias, bibliotecas municipais, bibliotecas escolares.

Estas  últimas  têm sido alvo  de  profundas evoluções e têm  percorrido um  caminho de  maturidade
através de um trabalho em rede partilhado entre a tutela ministerial, a  biblioteca concelhia e a  escola
onde se insere a  biblioteca  escolar e centro de   recursos, acolhendo documentação de temáticas, não somente adaptadas aos currículos, numa diversidade de suportes.
A  missão  destas   instituições, sediadas no  espaço  escolar (meio  vocacionado para a educação e
ensino), visam um preenchimento total do conhecimento, ao serviço do enriquecimento curricular formal e da formação do cidadão, conhecedor da sua história, local e nacional, e de posse das ferramentas intelectuais capazes de o orientar para uma integração plena na vida colectiva.

Conceição Toscano